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1A Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulgou nesta terça-feira (11) boletim epidemiológicoque indica 23.228 casos suspeitos de dengue até a última segunda-feira (10). Desde o último boletim, 39 novos casos foram confirmados. Quando comparado ao mesmo período de 2015, o DF teve um aumento de 104% de casos prováveis da doença.

A lista de regiões mais afetadas por casos de dengue continua liderada por Brazlândia, que registrou 1.939 casos. Em seguida, aparecem Ceilândia (1.905), São Sebastião (1.741), Taguatinga (1.453), Planaltina (1.407) e Samambaia (1.372). Somadas, essas regiões contabilizam 56% do total de casos do Distrito Federal.  A pasta afirma que, desde o início de 2016, 38 casos da doença foram considerados como graves e provocaram a morte de 20 pessoas.

Segundo o documento, a maioria dos casos atingiu pessoas de 20 a 49 anos (55,5%), seguido por jovens de até 19 anos (26,1%) e pessoas com mais de 50 anos (18,4%). O levantamento realizado pelo órgão também informa os números referentes aos casos da febre chikungunya e do vírus zila — ambos transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue.

No Distrito Federal, foram registrados 152 casos da febre em moradores do DF desde o início do ano. As cinco regiões mais afetadas são Ceilândia (22 casos), Taguatinga (16), Samambaia (15), Gama (13) e Plano Piloto (11).

O vírus da zika infectou 173 pessoas no DF desde janeiro de 2016. Taguatinga é a região com maior número de ocorrências, com 31 casos, seguida pelo Plano Piloto (25), pelo Lago Norte (12), por Guará (12) e Águas Claras (9).

Sintomas
A febre chikungunya é uma doença viral com sintomas parecidos com a dengue e transmitida pelos mesmos mosquitos, os Aedes aegypti e o albopictus. Entre eles estão dores fortes, principalmente, nas articulações, de cabeça e musculares, manchas vermelhas na pele e febre repentina e intensa, acima de 39 °C.

A recomendação em ambos os casos é de repouso absoluto e ingestão de líquidos em abundância. A automedicação é perigosa, porque pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro da doença.

O melhor método de prevenção está no combate à proliferação dos mosquitos transmissores. As recomendações são as mesmas já conhecidas para o combate à dengue: evitar água parada em baldes, vasos de plantas, ralos e outros recipientes.

Em relação aos casos de zika, Brasília registrou, desde janeiro deste ano, 194 casos confirmados. Desses, 34 foram em gestantes. A doença é caracterizada por manchas, mesmo com ausência de febre.

“Podem vir aquelas manchas vermelhas pelo corpo e olhos vermelhos mesmo sem ter febre. O problema é que, apesar da pouca mortalidade, se a pessoa contrair durante o período que está grávida pode dar problemas na criança”, diz a médica infectologista Rita Uchoa.

Redação


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